A Noite de Sábado
Depois da grande movimentação durante o dia de ontem, sábado, o MIS concentrou à noite, uma grande quantidade de pessoas interessadas em assistir à pré-estréia mundial do filme “On the Street – 1980-1990″, de John Spellos.
Com sessão lotada e com gente assistindo a transmissão no saguão do museu, o filme encantou por sua simplicidade e também pelo comprometimento das pessoas que por ele foram retratadas.
Antes da sessão, Amy Arbus apresentou um pouco de seu trabalho, principalmente o On The Street, para contextualizar o filme. Contou que já conhecia o diretor John Spellos, e que tinham vontade de trabalhar juntos, mas não sabiam em exatamente o que. Foi aí que John teve a idéia de tentar buscar as pessoas retratadas no livro homônimo, 25 anos após a realização das fotos.
Amy comprou a idéia e com isso deram início ao projeto, que durou mais de 2 anos, desde o começo das pesquisas. Amy falou que um fato muito curioso que começou a notar logo no começo das filmagens foi a reação das pessoas ao verem suas fotos de 25 anos atrás. Inclusive o filme tem momentos hilários por conta disso. Porém esta pesquisa também contou com momentos tristes, uma vez que descobriram que uma boa parte dos fotografados haviam morrido neste período.
Questionado sobre a grande reviravolta que o filme dá a partir de certo ponto, quando o foco começa a mudar para uma questão mais política sobre a Nova York do começo dos anos 80, John Spellos disse que quando começaram o projeto, achavam que os entrevistados falariam mais das suas mudanças pessoais. Porém, com o avanço das filmagens, perceberam que as pessoas faziam questão de reforçar o fator marginal da cidade naquele período, como maneira também de justificar a situação. E isso não poderia jamais ficar de fora do filme. Para ele, inclusive, é uma maneira ainda melhor de contextualizar o trabalho de Amy para o público que não viveu aquele período naquela cidade.
A conversa com Amy e John foi mediada por Jay Colton, que, ainda sobre este assunto, reforçou que a possível necessidade das pessoas em abordar o tema da cidade acontece pois naquele momento eles estavam vivendo a história, sem saber que aquilo viraria história. E agora, com o passar destes 25 anos, eles já conseguem ter um olhar mais reflexivo sobre aquele tempo.
Abaixo, você confere imagens do que aconteceu nesta noite de Sábado_12/09.

































Please, como a gente consegue o retrato que o Jay Colton fez da gente?
O trabalho de Amy Arbus é muito fraco para ser tido como uma das atrações principais de um Festival que se propôe a se itnternacional. Sua questões e discurssos são tão superficiais quanto suas imagens. Tem tanta gente melhor produzindo.