São Paulo – Realidade e Ficção

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                                                                                          ©Marcelo Greco

Através da escolha de realizar um festival temático, o estrutura tradicional de um festival de fotografia passa por um questionamento fundamental: Estamos dispostos a atuar somente como expectadores de um grande espetáculo ou a questionar, refletir e desenvolver algo novo?

Segundo o fotógrafo e diretor de programação nacional deste 1º SP Photo Fest, Marcelo Greco, o festival vem com a proposta de todo ano desenvolver um tema que seja trabalhado durante os encontros, principalmente durante os workshops, e que isso gere uma produção significativa de conteúdo a ser exibido posteriormente em uma publicação anual.

 Além disso, o fato do festival estar sitiado em São Paulo, incentivou a escolha do tema inicial São Paulo – Realidade e Ficção. “Todos os convidados, nacionais e internacionais foram convidados porque, de alguma forma, podem contribuir com a perspectiva de como vemos a cidade de São Paulo e suas questões mais fundamentais. Interessante notar que haverá uma mistura de olhares. Fotógrafos típicos de SP, outros brasileiros que poderão colocar em questão o olhar para esta cidade, e estrangeiros, que tem pouco ou nenhuma relação com SP”, acrescenta Marcelo.

Construir uma visão poética da maior cidade da América Latina, e transformar nossas realidades cotidianas em ficção. Esse é o grande objetivo. Extrair o cidadão/fotógrafo, profissional ou amador, da situação de observação de uma realidade densa e tensa para uma visão poética, porém não menos crítica.

Como podemos viver poeticamente em um metrópole como São Paulo? As palestras e workshops terão como missão alimentar o público de idéias e questionamentos sobre essa noção de realidade e ficção.

 

Marcelo Greco é fotógrafo e ministra cursos no Museu de Arte Moderna de São Paulo, orienta e coordena fotógrafos em grupos de estudo no desenvolvimento de suas produções artísticas. Participou de importantes mostras individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Seu trabalho “Silêncio Selvagem” foi selecionado pelo comitê da Galeria Leica de Solms e também exposto em Frankfurt.

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